O Mestre da obra

Postado por Henrique tiarles | | Posted On quinta-feira, 26 de agosto de 2010 at 12:39

José Pinheiro Borda foi um Português que chegou ao Brasil em 1929.Colorado fanático, não perdia nem treino e se negava a colocar os pés no Olímpico.Foi diversas vezes presidente do Conselho Deliberativo, mais nunca aceitou ser presidente. A muito custo, convenceram-lhe de ser o presidente da Comissão de Obras do Beira-Rio.Borda se entregou de corpo e alma.Em julho de 1962, lançou a pedra fundamental.Dali em diante, diariamente estava no canteiro de obras."Tenho três coisas que amo profundamente: a minha esposa, o Internacional e o Gigante da Beira-Rio",costumava dizer.O sonho de ver o estádio inaugurado, contudo, não se concretizou .Borda faleceu aos 70 anos, em abril de 1966, inesperadamente, pois esbanjava energia.Na inauguração, foi descerrado um busto de bronze em sua homenagem.O Beira -Rio deve muito a este homem.
Beira-Rio: o Templo Colorado de Porto Alegre
Foto aérea do Beira-Rio (by Codexremote)
Gigante em noite de jogo pela Libertadores da América 2010
Perspectiva do Gigante do campo suplementar C
Visão panorâmica da Avenida Padre Cacique e do entorno do Beira-Rio

Nasce o Gigante da Beira-Rio

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 00:04

A história do Estádio Beira-Rio começou no dia 12 de setembro de 1956 quando o vereador Ephraim Pinheiro Cabral,três vezes presidente do Internacional, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área junto ao Guaíba.Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. A complexidade da obra fazia com que ela não saísse do papel. Até que,numa noite de 1960, ao chegar nos Eucalipitos e se deparar com uma multidão fora do estádio, pois não havia mais lugar,Ruy Tedesco e Telmo Thompson Flores pediram uma reunião com o presidente Ephraim Pinheiro Cabral para tratar do assunto.
No encontro, definiram José Pinheiro Borda o presidente da Comissão de Obras: um homem de visão, que trabalhava exaustivamente pelo clube e possuía muito tempo para controlar aquela grandiosa construção.Não demorou muito, Borda conseguiu, da prefeitura, um máquina para colocar terra sobre a água do Guaíba que cobria o terreno.No dia 24 de novembro de 1957centenas de torcedores do Internacional desceram de ônibus e carros, com bandeiras e camisetas vermelhas às margens do rio Guaíba para ver uma cena que nada tinha a ver com futebol. Ao invés de uma partida, eles torciam para uma draga do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), do Ministério da Viação e Obras Públicas, poderá executar o aterramento de 13 hectares doados pela Prefeitura de Porto Alegre ao clube dos Eucaliptos. As piadas dos gremistas foram inevitáveis.Ao ver a cena, os gremistas riam, riam e faziam galhofa. O terreno era composto de água e mais água. Quando o Inter anunciou a venda de cadeiras-cativas, muito antes da conclusão, os tricolores gracejavam que, na verdade, os títulos eram bóias. Bóias-cativas. A gozação ganhava mais corpo à medida em que as obras não engrenavam. A palavra "duvido" era constantemente mencionada, oque mobilizou ainda mais os colorados a empenharem-se na construção. Foi quando o engenheiro (e colorado fanático) José Pinheiro Borda tomou as rédeas daquela quixotesco projeto. Em 1961, ele havia perdido o pleito para a presidência do Jockey Club do Rio Grande do Sul, depois de ter sido o mentor do Hipódromo do Cristal, durante sua gestão anterior. Deslocado das funções do Jockey, Borda resolveu deslanchar de vez a construção do Beira-Rio.

O aterro onde foi erguido o Beira-Rio

As primeiras formas do Gigante

Margem do rio Guaíba ficava rente ao Beira-Rio em 1966

Pinheiro Borda dedicava-se ao máximo. Ruy Tedesco praticamente abandonou a sua firma de engenharia para se engajar no mutirão. O Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção.Em julho de 1962,José Pinheiro Borda e o Prefeito Loureiro da Silva lançaram a pedra fundamental.A venda de títulos para arrecadar fundos para a obra, que em um ano havia vendido apenas dois mil, com o início da construção rapidamente chegou aos 40 mil.

Torcendo para os pedreiros

Naquela época, o Grêmio já enfileirando títulos e mais títulos estaduais às custas do Internacional, que depositara todas as suas forças na construção do Beira-Rio. De 1963 a 1966, Pinheiro Borda saiu pelo estado afora em busca de recursos. Seu carisma e entusiasmo mobilizou os colorados, que contribuíam com dinheiro ou material de construção. Para promover as “bóias-cativas”, mandou erguer a aba das arquibancadas. quem comprava um título, era ironizado pelos amigos. Porém, quem passava diante das obras —já em estado avançado — via aquela marquise breve a alta, dando a impressão de que o estádio seria desproporcional e que inexoravelmente seria concluído. No entanto, o Gigante se erguia em detrimento da qualificação do grupo de jogadores, que terminavam trocando firulas e firulas dentro de campo e correndo por todo o Campeonato Gaúcho para, no fim, entregar a taça ao arqui-rival. A solução dos colorados: torcer para os pedreiros diante da obra, que moldavam aquela massa disforme numa estrutura de ferro e concreto — muito desse material doado pelos próprios torcedores, que observam o dia a dia das obras. Um deles, filho do seu Bento, que morava na Chácara Barreto, em Canoas. Um jovem de cabelos loiros e encaracolados, cuja admiração pelo clube o levou a integrar, tempos depois, os juvenis do Inter. Mais tarde, ele chegaria finalmente à equipe titular e se tornou omaior volante dos anos 70: Paulo Roberto Falcão.

Com o falecimento de Borda, Ruy Tedesco assumiu a presidência da Comissão.O estádio, antes da inauguração, já tinha o nome: José Pinheiro Borda. Em 1968, o Gigante já se mostrava imperioso, mas ainda levou um ano só com acabamentos,para que ele fosse inaugurado como o mais bonito e luxuoso do Brasil. Sua iluminação era a melhor existente, com o dobro de potência do Maracanã. O placar eletrônico ero o que de mais moderno havia. Os vestiários e as cabines de imprensa davam inveja.Sua capacidade superior a 100 mil espectadores.(hoje, o número foi reduzido a 56 mil)

Beira-Rio foi concluído em 1969

A inauguração

Para a inauguração foi encaminhado um festival à altura: sete equipes, sendo quatro clubes (Inter, Benfica, Peñarol e Grêmio) e três seleções nacionais (Brasil, Peru e Hungria) participaram, durante duas semanas, dos sete jogos programados — há 35 anos. Como relíquia, todos os atletas e seus respectivos técnicos, autografaram sete placas de cimento, de cerca de um metro quadrado cada uma.As sete placas de cimento integram hoje a herma dedicada à memória do idealizador do Gigante, José Pinheiro Borda, que fica ao lado da bilheteria e à esquerda da capela.Essa relíquia guarda exatamente uma centena de autógrafos dos jogadores que integraram as festividades, entre eles, Piazza, Pelé, Jairzinho, Dirceu Lopes, Gérson, Tostão, Rivelino, Cubillas, Fazekas, Rakosi, os uruguaios Mazukievikz, Pedro Rocha, Forlan, os protugueses Eusébio, Simões, Torres, os gremistas Everaldo, Áureo, Volmir Maçaroca, Alcindo, Joãozinho e um certo zagueiro chileno, atarracado e raçudo (e desconhecido), chamado Elias Figueroa, muito vaiado pelos torcedores do Inter porque, ao defender o Peñarol, ele resolveu desferir uma cotovelada triunfal no atacante colorado Sérgio Galocha.Todos eles — protagonistas ou coadjuvantes — são os personagens da primeira de muitas e muitas histórias do Estádio Beira-Rio, aliás, José Pinheiro Borda, e que comemora 35 anos desde aquela ancestral cabeçada de Claudiomiro nas redes (também ancestrais) do Benfica...

Finalmente o Beira-Rio foi inaugurado no domingo de 6 de abril de 1969, dois dias e 60 anos depois da fundação do Inter. No jogo inaugural, contra o Benfica de Portugal, Claudiomiro faz o primeiro gol do Inter no estádio. E de repente um homem grande começou a chorar, e a abanar para a torcida, enquanto dava a volta olímpica no gramado: Era Rui Tedesco, o engenheiro que concluiu o Beira-Rio. Emocionados estavam também os dirigentes, mas nada era maior do que o orgulho dos torcedores. Naquela tarde nascia o Gigante da Beira-Rio.

As equipes que disputaram o jogo Internacional e Benfica

Inter: Gainete, Laurício, Scala, Sadi, Pontes, Bráulio, Sérgio, Claudiomiro, Valdomiro e Gilson Porto.
Benfica: José Henrique Nascimento, Jacinto, Humberto, Porto, Adolfo, Torres, Simões, Eusébio, Vitor Martins, Cavaco e Calisto.






















Beira-Rio - Documentário História e fundação

Postado por Henrique tiarles | | Posted On domingo, 6 de junho de 2010 at 16:38

O Hino

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 15:38

O autor do hino colorado Nélson Silva, é um carioca, nascido em 16 de junho de 1916. Em 1943, veio a Porto Alegre em turnê com o conjunto musical Águias da Meia-Noite Encantou-se com a cidade e decidiu permanecer por aqui.
Era flamenguista. Sua paixão pelo Inter começou quando foi assistir a um jogo de seu clube contra o Grêmio.Foi impedido de entrar por ser negro.Indignado,passou a torcer pelo rival,ferrenhamente, a ponto de não aceitar gremistas em sua casa.
A canção"celeiro de Ases" foi composta numa tarde de domingo,em 1954.Nélson esperava a namorada Ieda, na Rádio Farroupilha com quem havia agendado um compromisso. Enquanto esperava,ouvia o jogo do Inter que perdia para o Aimoré por 3x0.Sentou brabo na mesa de um bar em frente, e por razões de quem é artista, começou a escrever um hino de louvação ao Inter.Quando concluiu a última estrofe com o Clube do povo/ do Rio Grande do Sul, teve a sensação de que era isto que seria cantado pelo torcedor. Foi o que aconteceu, Celeiro de Ases é hoje o hino oficial do Internacional e do torcedor colorado. No final dos anos 50 o Inter sentiu necessidade de ter um hino, uma canção formal de celebração dos sentimentos colorados. Fez-se um concurso, houve muitos candidatos mas nenhum dos hinos satisfez a alma colorada como aquele que fora feito numa tarde de sofrimento de torcedor.As estrofes de Nélson silva foram as vencedoras.
Além de cantor,Nélson foi produtor e ator de rádio e televisão.Trabalhou na Radio Farroupilha e TV Piratini,No teatro, atuou nas peças"Cristo" e" Auto da Compadecida". Na TV ,contracenounas novelas"A Cabana de Pai Thomaz" e "A Mestiça".No cinema participou do filme "Furia Burlesca".
Na Rádio Farroupilha, aonde chegou a ser diretor de departamento,criou, com J.Antonio D'Ávila, o mais famoso programa de rádio dos anos 50:"A Rádio-Sequência" Nélson Silva dizia que ser colorado e o autor do hino eram seus maiores patrimônios.Faleceu em 15 de março de 1983.






Clipe exclusivo do hino do Sport Club Internacional

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 14:55

Década de 50

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 14:54




O final de década de 40 marcou o estopim do crescimento do Internacional. Ansiosos pela modernização do patrimônio do clube, os torcedores apoiaram a construção das arquibancadas de concreto do Estádio dos Eucaliptos, em 1947, obra que duraria até 1950. Tal como ocorrera na construção do próprio Eucaliptos, e depois na inauguração do Beira-Rio, era a torcida quem angariava recursos e buscava material para aumentar o patrimônio do clube.Com a renovação da estrutura das arquibancadas do estádio, os Eucaliptos acabou sediando dois jogos da Copa do Mundo de 1950: México x Iugoslávia e México x Suíça, motivo de imenso orgulho para os colorados. Até hoje, é o único estádio gaúcho a ter sediado um jogo de Mundial.Em 1949,a venda de Tesourinha para o vasco marcou o fim daquela geração de craques conhecida como Rolo Compressor.A renovação, depois de tantos anos, era inevitável.Foi o fim de uma década de glórias.Porém,outra sofra de ídolos surgiu, conquistando cinco Estaduais:o tetra, de 50 a 53, e o de 55.Nessa fase,despontaram jogadores de grande qualidade que também ficaram na memória dos colorados: o lateral -direito Paulinho, o lateral-esquerdo Oreco, o Zagueiro Florindo, o volante Salvador e os atacantes Luisinho, Bodinho,Larry e Chinesinho que formaram uma linha ofensiva inesquecível.Até hoje os mais antigos lembram das famosas tabelinhas entra Larry e Bodinho,.Ao contrário do Rolo compressor, esta geração posterior sempre teve o mesmo treinador:Teté .Ele é o recordista de tempo na casamata colorada(de 51a 57). "Se não sabe o que fazer com a bola, joga pra fora"

Teté: o comandante
do Inter na década
de 1950

Francisco Duarte Junior, sempre conhecido como Teté, foi sem dúvida um dos técnicos mais importantes do Internacional. Os melhores jogadores, sem exceção - como Paulinho, Florindo, Oréco, Chinesinho, Odorico, Salvador, Larry, Jerônimo, Luizinho, Bodinho, Canhotinho, alguns mais, outros menos - foram conduzidos pela sua mão habilidosa e sábia. Teté veio do Regimento de Pelotas, era capitão, acabou major, mas foi eleito, para a história, o Marechal das Vitórias Coloradas.

Uma dupla fantástica

Os atacantes Bodinho e Larry formaram uma das mais fantásticas duplas de goleadores do Inter na década de 50, consagrando uma jogada de combinação que ficou conhecida como 'tabelinha'. O pernambucano Bodinho jogou antes no Nacional, também de Porto Alegre, e entregou a posição de centroavante a Larry, quando este chegou do Fluminense do Rio de Janeiro e da seleção brasileira olímpica de 52. Os dois gostaram tanto do Rio Grande do Sul que nunca mais pensaram em sair daqui.

Larry, um dos maiores jogadores da história do Inter

Larry Pinto de Farias era conhecido como o Cerebral Larry. Extremamente técnico, Larry tinha facilidade de tabelar e chutar com os dois pés de fora da área. No Campeonato Gaúcho de 1955, o centroavante marcou 23 gols em apenas dezoito partidas. Só não foi o artilheiro porque Bodinho chegou aos 25. Larry tinha tanta moral com a torcida colorada que, mesmo perdendo os dois pênaltis contra o Renner que tiraram o Inter da disputa do título gaúcho de 1958, saiu de campo aplaudido. Anos depois, quando abandonou o futebol, foi eleito deputado estadual.

Números de Larry no Inter

1954 - 25 jogos e 29 gols
1955 - 40 jogos e 45 gols
1956 - 20 jogos e 19 gols
1957 - 36 jogos e 20 gols
1958 - 42 jogos e 28 gols
1959 - 20 jogos e 8 gols
1960 - 40 jogos e 16 gols
1961 - 33 jogos e 11 gols
1962 - 5 jogos

Como jogador Larry conquistou o Campeonato Gaúcho de 1954 e o de 1961 pelo Internacional e o Pan-Americano de 1956 pela Seleção Brasileira, além dos títulos pelo Fluminense.

A inauguração do Olímpico

O Inter deu um presente inesquecível ao adversário no dia 26 de setembro de 1954: uma goleada de 6 a 2 no Gre-Nal dos festejos de inauguração do Estádio Olímpico. O goleiro Sérgio foi o melhor jogador do tricolor, e evitou uma goleada ainda maior. Larry fez quatro gols. O Inter treinado por Teté jogou Milton, Florindo, Lindoberto, Oreco, Salvador, Odorico, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Canhotinho.






Década de 50 - Sport Club Internacional

Postado por Henrique tiarles | | Posted On segunda-feira, 31 de maio de 2010 at 09:59

1948

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 09:58

O último título do Rolo Compressor foi em 1948.A decisão foi contra o Grêmio Santanense.Vitórias de 2x1 e 5x0.Antes, porém,na disputa do Metropolitano, aquela equipe mágica encerrou sua fase no futebol gaúcho com mais um feito histórico: aplicou a maior goleada do Inter sobre o Grêmio:7x0.Na sua despedida, o time -base era: Ivo;Alfeu,Viana e Abigail; Tesourinha,Villalba,Adãozinho,Fandiño e Carlitos.

1947

Postado por Henrique tiarles | | Posted On sexta-feira, 21 de maio de 2010 at 18:51

A mesma base derrotada pelo Grêmio no ano anterior, acrescida do retorno de Villalba,do argentino Fandiño,além da efetivação de Ilmo como titular, conquistou o título de 47.A disputa de Estadual foi mas difícil do que vencer os Gre-Nais pelo Metropolitano. Numa decisão acirrada,o Inter derrotou o Floriano em Novo Hamburgo por 3x2,mas perdeu em casa por 2x1.Na prorrogação,vitória colorada por 1x0.

1946

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 17:54

Em 1946,o time teve uma queda de rendimento.O tempo já mostrava suas consequências sobre os jogadores do Rolo.Em Agosto, o Inter contratou o técnico argentino Carlos Volante.Seu bom trabalho não evitou a perda do Estadual daquele ano para o Grêmio, mas ele se manteve no cargo, conquistando o Bi de 47 e 48.

1945

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 16:20

O então inédito hexacampeonato ocorreu em 1945.O Inter procurava um substituto para Assis,cada vez mais desleixado com o preparo físico.Do Grêmio veio o meia Ivo Aguiar.Na decisão, duas vitórias coloradas sobre o Pelotas:4x2 e 3x1.O time do Hexa:Ivo;Alfeu e Nena;Viana,Ávila e Abigail;Tesourinha,Ivo Aguiar, Adãozinho,Ruy e Carlitos.
o gol "Plano Inclinado"
No dia 18 de setembro de 1945,num confronto contra o Cruzeiro, Carlitos marcou um gol histórico,conhecido como Plano Inclinado.O goleiro Marnes afastou de soco a bola, ficando fora da goleira.Seu companheiro,Nelson A dams,tentando aliviar, deu um balão para trás.Abola cairia quese sobre a linha do gol.Carlitos acompanhou o lance e se postou em cima da risca.Como ele estava à frente da bola,inclinou o corpo para trás, testando a pelota para as redes, para espanto e deleite dos torcedores que assistiram aquele gesto acrobático.

1944

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 16:00

O ano começou com contratações:Hermínio Brito,Totó,Hormar e os uruguaios Cacho Perez e Eduardo Volpi. O goleador Villalba foi para o Palmeiras.Em seu lugar, um jovem dos aspirantes que também faria história, aparecia: Adãozinho.
Na decisão, o Grêmio Bagé, em seus domínios,aplicou 3x1 no Inter.Em Porto Alegre , Inter 6x0 Grêmio Bagé. Na prorrogação, deu Inter:3x0.

1943

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 15:41

Em 1943, a única alteração no time foi a saída do grande Russinho que abandonou o futebol,definitivamente, para seguir a carreira de advogado. Rico,David Russowsky jogava por lazer e amor ao clube.Seu salário geralmente ia parar nas mãos de funcionários mais humildes ou de atletas mais amigos que ganhavam pouco.Russinho virou Conselheiro e sempre participou da vida política do Colorado.Para substituir o grande Russinho,foi trazido de São Paulo Joane.
As finais do Estadual foram contra o Guarani de Cachoeira.O Inter venceu os dois jogos,3x0 e 7x1.

1942

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 14:47

O ano começou com a contratação do competente técnico Ricardo Diez, um uruguaio nascido em Rivera que já tinha feito ótimos trabalhos com os times de Livramento e Bagé.Era fascinado pela preparação física,desenvolvendo está área no Rolo.Tanbém gostava de observar os jogos de várzea. Foi nessas peladas que descobriu o zagueiro Nena,levado para os Eucalipitos.Além de Nena as novidades foram o goleiro Ivo e o meia Abigail.
Por iniciativa de Diez, criou-se o Departamento Médico, chefiado pelo Dr. Helio Barcellos Ferreira. Russinho, porém, não gostou do novo método do técnico, não participou da pré-temporada, nem dos exames médicos, realizados pela primeira vez.Foi lhe retirada a titularidade.Em 13 de maço,anunciou que largaria o futebol.Houve pressão de muitos associados que queriam sua volta à equipe. A diretoria ficou do lado de Russinho.Diez não abria mão de suas atitudes e não aceitava interferências em seu trabalho. Pediu demissão em 30 de abril Em seu lugar,assumiu Mário Abreu que passou o bastão para Orlando Cavedini, velho conhecido do clube. Apesar do pouco tempo,Diez deixou o legado.
Em campo, o time não decepcionou, surrando o Floriano na decisão:10x2 e 4x1.

1941

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 14:42

Em 1941 ocorreram duas grandes contratações: o centromédio Ávila, do Brasil de Pelotas, e o centroavante argentino Villalba.O atacante Brandão retornou ao clube. A conquista do Estadual foi em cima do Rio Grande com duas sonoras vitorias: 9x2 e 6x2



1940

Postado por Henrique tiarles | | Posted On quarta-feira, 19 de maio de 2010 at 09:57

A partir de então, a filosofia foi de preservar o máximo possível os craques, fazendo contratações pontuais conforme a necessidade avaliada.Em 1940, entraram Assis no lugar de Brandão e Pedrinho no de Levi. No ataque, Marques no de Pirillo.O título, decidido comtra o Grêmio Bagé, foi ganho com duas vitórias:4x1 e 2x1. O time base que abriu a hegemonia vermelha tinha Júlio; Alfeu e Risada; Assis,Magno e Pedrinho;Tesourinha. Rusinho,Marques,Ruy e Carlitos.
O campeonato de 1940 foi valorizado pela sua organização, concretização do profissionalismo e pela definição da Federação Rio-Grandense de Futebol como a entidade forte do estado, suplantando outras ligas e terminando com os certames paralelos.

Década de 40 ( O Rolo Compressor)

Postado por Henrique tiarles | | Posted On quinta-feira, 13 de maio de 2010 at 09:47


Quem viu jogar afirma que nunca houve nada igual.A famosa equipe do internacional dos anos 40 entrou para a história com a conquista do então inédito hexacampeonato(40 a 45),além do bi em 47 e 48..Chega à presidência do Internacional, em 1940, um homem austero. Seu nome é Hoche de Almeida Barros, e logo, pela rigidez e ordem com que põe em tudo, ganha um apelido: 'Rocha'. Com tudo em ordem no setor administrativo, no futebol, tudo também começa a ir bem em campo. Há indícios de uma nova era no clube.Para ser campeão estadual, obrigatoriamente precisava vencer o Metropolitano.A luta entre os dois times da cidade - Inter e Grêmio - começava a se equivaler. O Inter vence um clássico por 6 a 1, o Grêmio vinga-se com um 4 a 2 em seguida. Mas pelo lado colorado está se formando uma grande equipe, que assim começou: Marcelo, Álvaro e Risada; Alfeu, Magno e Assis; Tesourinha, Russinho, Carlitos, Rui e Castilhos.
,quando se confrontava com o Grêmio e demais equipes da capital. Era uma legião de craques que desfilava um futebol genial de toque de bola,com categoria apurada, grande entrosamento e muitos ,muitos gols.Fizeram uma legião de fãs,conquistaram torcedores e deram muitas alegrias à população naquele período de preocupações da Segunda Guerra Mundial.
Os jogadores recebiam salários,mas nada muito significativo.Havia muitos que atuavam, porque amava o clube.Os treinos nos Eucalipitos ocorriam terças e quintas,no fim da tarde,para que os diversos atletas que tinham outro emprego pudessem participar.Depois do treino ,iam de bonde para o centro beber no Bar Aimoré,na praça Parobé.A concentração, realizada somente antes de grandes jogos,era no Hotel Cassino, em Belém Novo.A equipe jogava por música.Nem a passagem de dez treinadores nesse ínterim prejudicou o seu excelente desempenho.Orlando Cavedini foi quem mais treinou aqueles heróis.Qualquer emergência, lá estava ele pronto para assumir o comando.Mais importante que o técnico eram as folhas"preparadas"pela mãe do zagueiro Alfeu que a turma muito supersticiosa, colocava dentro das chuteiras.
O esquadrão do Rolo Compressor começou a ser formado em 1939.A equipe tinha Júlio;Alfeu e Risada;Brandão(Nenê),Magno e Levi; Tesourinha,Ruy,Acácio,Castilhos e Carlitos.Nessa equipe aindahavia o grande Pirillo que foi vendido ao Penharol,pois o clube precisava de dinheiro.

O início de uma nova era

Postado por Henrique tiarles | | Posted On segunda-feira, 3 de maio de 2010 at 20:26




Da ameaça de fechar o clube à construção de um estádio próprio
No ano de 1928, o Asilo da Providência (dono da Chácara dos Eucaliptos) resolveu vender o terreno, exigindo 40 contos de réis para vendê-lo, dando preferência ao Inter, embora o preço fosse alto. Mas o Inter não se interessou pelo terreno e, sem sede, esteve próximo de fechar.
Se não fosse o número já signicativo de torcedores e a emoção da conquista do primeiro Estadual,vencido no ano anterior,talvez seus dirigentes tivessem cerrado as portas.
Foi então que surgiu a figura de Ildo Meneghetti com a solução(aparentemente maluca) para o

impasse:a construção de um estádio próprio.
Sem dinheiro nenhum no cofre, muitos duvidavam,mas ele tinha uma cartada na manga.
Engenheiro de formação,propôs aos donos do terreno um prazo de dois anos para o inter sais do local.Em troca, construiria para eles a infra-estruturado loteamento atavés da firma em que trabalhava, a Dahne,Conceição & Cia.
Eleito presidente do clube em 1929
o engenheiro Ildo Meneghetti iniciou uma campanha de arrecadação de dinheiro para comprar um terreno no bairro Menino Deus.
Com um financiamento do Banco Província,adquiriu a área, fez terra-planagem e começou as obras,O Banco emitiu 500 títulos,cuja soma era o valor do financiamento.Nesses dois anos Meneghetti pretendia arrumar colorados aptos a comprá-los. Conseguiu vender 350 títulos.Os 150 restantes dizem que ele guardou no seu cofre particular com medo que depois alguém viesse reinvindicar ser dono de parte do estádio.Depois de 20 anos utilizando campos alheios, o Colorado finalmente adquiria uma propriedade. O Estádio dos Eucaliptos, com suas arquibancadas de madeira que abrigavam aproximadamente 10 mil pessoas, já era uma realidade. No dia 15 de março de 1931, o Inter inaugurava o "majestoso" Estadio dos Eucaliptos. Nada melhor do que convidar o Grêmio para a primeira partida no novo campo. No Gre-Nal de inauguração deu Inter: 3 a 0 no rival. Em reconhecimento ao seu grande esforço, o Inter homenagearia o presidente Ildo Meneghetti, anos mais tarde, com o título de patrono colorado. O Estádio dos Eucaliptos seria a casa colorada até o aparecimento do Beira-Rio, em 1969.

Na década de 40,o presidente Abelard Jacques Noronha percebeu que , com o sucesso da equipe
do Rolo compressor,poderia transformar aquela sede num verdadeiro estádio de qualidade. Ele deu os primeiros passos com projetos e estudos de reformas. Em 1947, o presidente Paulino de Vargas Vares, com a ajuda de Pedro Moreira,lançou a campanha de ampliação, vendendo cadeiras cativas. Com a quantia arrecadada, ergueu-se um pavilhão com cozinha, vestiário, refeitório, biblioteca e sala de jogos.
Em 1950, foram realizadas novas melhoria para sediar a copa do mundo,A capacidade foi ampliada para 20.000 .espectadores.No Mundial , abrigou os jogos do grupo formado pelas seleções do México, Iuguslávia e Suíça.
O Estadio Eucalipitos foi palco de vitórias memoráveis do Rolo Compressor,presenciadas por uma massa que não parava de crescer.
A última partida no Eucaliptos é disputada em março de 1969: o Inter ganha do time mais antigo do futebol brasileiro, o Rio Grande, por 4 a 1; o velho ídolo Tesourinha entra só no final, joga alguns minutos, e arranca a rede de uma das goleiras. O estádio resiste ao tempo e segue sólido no bairro Menino Deus. Atualmente, existem quadras de futebol com grama sintética para aluguel no local.
O Eucalipitos ainda escreverá o último capítulo de sua história.Atualmente, o internacional procura um comprador para a nobre área do desativado estádio.
































Video da fundação do S.C.Internacional até a conquista do primeiro Estadual

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 19:18


Video da fundação do S.C.Internacional até a conguista do primeiro Estadual

Primeiro Estadual

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 18:26

Multicampeão metropolitano, faltava ao Internacional o reconhecimento estadual. E isto aconteceu no ano de 1927. O dia era 7 de setembro, feriado nacional, e a decisão era contra o Grêmio Bagé. Na época, o campeonato era sempre decidido pelo campeão da chave da Capital contra o vencedor da chave do Interior. A partida foi realizada no bairro Moinhos de Vento, no antigo estádio do Grêmio,O Estádio da Baixada,para melhor acomodar o grande público, em jogos com dois tempos de 40 minutos.
Antes da partida , o principal ídolo daquela equipe, o meia Ribeiro, e o jovem zagueiro Grant foram aquecer no gramado.Aproveitaram para sacudir a torcida que, antes do jogo começar, já vibrava muito.
Sem o zagueiro Gilberto, lesionado, o time tinha como principais destaques o capitão Barros e o atacante Ribeiro, então um dos ídolos da crescente nação colorada. A partida foi bastante equilibrada, com o Inter saíndo na frente no último minuto do tempo inicial com um gol do próprio Barros.No início da segunda etapa, o árbitro Rodolpho Del Bagno marcou pênalti para o colorado,Ribeiro, é quem iria bater e sua melhor virtude era o chute forte nas cobranças de faltas.
Foi o primeiro susto: Ribeiro deu um canhão,Porém, para desespero dos torcedores e do próprio Ribeiro, a cobrança foi para fora.Logo em seguida pênalti para o Bagé.Grant teria posto a mão na bola, embora os jornais afirmem que a jogada foi com o peito.O centoavante Pasqualito cobrou e empatou a decisão.
O nervosismo tomou conta das arquibancadas.Agora o time da fronteira iria pressionar e o inter estava sem seu principal zagueiro,Gilberto ,lesionado.Seu subistituto era Reinaldo Meneghetti,ex-titular,mas que já avia parado de jogar.Ele voltava apenas em casos de emergência,como aquela partida.
Mas, já mostrando a raça que seria símbolo do clube ao longo das décadas, o Colorado foi para cima e obteve a vitória. Primeiro com Nenê e depois com Barros, que marcou seu segundo na partida,ambos originados por jogadas de Miro já no fim da peleia, e decretou a vitória por 3x1. Assim, o Internacional obtinha seu primeiro título gaúcho da história, cabendo ao próprio Barros a honra de levantar o primeiro troféu estadual.
O time campeão:
Moeller;Grant e Meneghetti;Ribeiro,Paulo e
Lampinha;Veiga,Barros,Rose,Miro e Nenê.






























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Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 15:56



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