Postado por Henrique tiarles | | Posted On segunda-feira, 12 de setembro de 2011 at 11:37

Bandoch Chapéu - Camisa 9 (Leandro Damião) by bandochapeu

O Mestre da obra

Postado por Henrique tiarles | | Posted On quinta-feira, 26 de agosto de 2010 at 12:39

José Pinheiro Borda foi um Português que chegou ao Brasil em 1929.Colorado fanático, não perdia nem treino e se negava a colocar os pés no Olímpico.Foi diversas vezes presidente do Conselho Deliberativo, mais nunca aceitou ser presidente. A muito custo, convenceram-lhe de ser o presidente da Comissão de Obras do Beira-Rio.Borda se entregou de corpo e alma.Em julho de 1962, lançou a pedra fundamental.Dali em diante, diariamente estava no canteiro de obras."Tenho três coisas que amo profundamente: a minha esposa, o Internacional e o Gigante da Beira-Rio",costumava dizer.O sonho de ver o estádio inaugurado, contudo, não se concretizou .Borda faleceu aos 70 anos, em abril de 1966, inesperadamente, pois esbanjava energia.Na inauguração, foi descerrado um busto de bronze em sua homenagem.O Beira -Rio deve muito a este homem.
Beira-Rio: o Templo Colorado de Porto Alegre
Foto aérea do Beira-Rio (by Codexremote)
Gigante em noite de jogo pela Libertadores da América 2010
Perspectiva do Gigante do campo suplementar C
Visão panorâmica da Avenida Padre Cacique e do entorno do Beira-Rio

Nasce o Gigante da Beira-Rio

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 00:04

A história do Estádio Beira-Rio começou no dia 12 de setembro de 1956 quando o vereador Ephraim Pinheiro Cabral,três vezes presidente do Internacional, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área junto ao Guaíba.Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. A complexidade da obra fazia com que ela não saísse do papel. Até que,numa noite de 1960, ao chegar nos Eucalipitos e se deparar com uma multidão fora do estádio, pois não havia mais lugar,Ruy Tedesco e Telmo Thompson Flores pediram uma reunião com o presidente Ephraim Pinheiro Cabral para tratar do assunto.
No encontro, definiram José Pinheiro Borda o presidente da Comissão de Obras: um homem de visão, que trabalhava exaustivamente pelo clube e possuía muito tempo para controlar aquela grandiosa construção.Não demorou muito, Borda conseguiu, da prefeitura, um máquina para colocar terra sobre a água do Guaíba que cobria o terreno.No dia 24 de novembro de 1957centenas de torcedores do Internacional desceram de ônibus e carros, com bandeiras e camisetas vermelhas às margens do rio Guaíba para ver uma cena que nada tinha a ver com futebol. Ao invés de uma partida, eles torciam para uma draga do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), do Ministério da Viação e Obras Públicas, poderá executar o aterramento de 13 hectares doados pela Prefeitura de Porto Alegre ao clube dos Eucaliptos. As piadas dos gremistas foram inevitáveis.Ao ver a cena, os gremistas riam, riam e faziam galhofa. O terreno era composto de água e mais água. Quando o Inter anunciou a venda de cadeiras-cativas, muito antes da conclusão, os tricolores gracejavam que, na verdade, os títulos eram bóias. Bóias-cativas. A gozação ganhava mais corpo à medida em que as obras não engrenavam. A palavra "duvido" era constantemente mencionada, oque mobilizou ainda mais os colorados a empenharem-se na construção. Foi quando o engenheiro (e colorado fanático) José Pinheiro Borda tomou as rédeas daquela quixotesco projeto. Em 1961, ele havia perdido o pleito para a presidência do Jockey Club do Rio Grande do Sul, depois de ter sido o mentor do Hipódromo do Cristal, durante sua gestão anterior. Deslocado das funções do Jockey, Borda resolveu deslanchar de vez a construção do Beira-Rio.

O aterro onde foi erguido o Beira-Rio

As primeiras formas do Gigante

Margem do rio Guaíba ficava rente ao Beira-Rio em 1966

Pinheiro Borda dedicava-se ao máximo. Ruy Tedesco praticamente abandonou a sua firma de engenharia para se engajar no mutirão. O Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção.Em julho de 1962,José Pinheiro Borda e o Prefeito Loureiro da Silva lançaram a pedra fundamental.A venda de títulos para arrecadar fundos para a obra, que em um ano havia vendido apenas dois mil, com o início da construção rapidamente chegou aos 40 mil.

Torcendo para os pedreiros

Naquela época, o Grêmio já enfileirando títulos e mais títulos estaduais às custas do Internacional, que depositara todas as suas forças na construção do Beira-Rio. De 1963 a 1966, Pinheiro Borda saiu pelo estado afora em busca de recursos. Seu carisma e entusiasmo mobilizou os colorados, que contribuíam com dinheiro ou material de construção. Para promover as “bóias-cativas”, mandou erguer a aba das arquibancadas. quem comprava um título, era ironizado pelos amigos. Porém, quem passava diante das obras —já em estado avançado — via aquela marquise breve a alta, dando a impressão de que o estádio seria desproporcional e que inexoravelmente seria concluído. No entanto, o Gigante se erguia em detrimento da qualificação do grupo de jogadores, que terminavam trocando firulas e firulas dentro de campo e correndo por todo o Campeonato Gaúcho para, no fim, entregar a taça ao arqui-rival. A solução dos colorados: torcer para os pedreiros diante da obra, que moldavam aquela massa disforme numa estrutura de ferro e concreto — muito desse material doado pelos próprios torcedores, que observam o dia a dia das obras. Um deles, filho do seu Bento, que morava na Chácara Barreto, em Canoas. Um jovem de cabelos loiros e encaracolados, cuja admiração pelo clube o levou a integrar, tempos depois, os juvenis do Inter. Mais tarde, ele chegaria finalmente à equipe titular e se tornou omaior volante dos anos 70: Paulo Roberto Falcão.

Com o falecimento de Borda, Ruy Tedesco assumiu a presidência da Comissão.O estádio, antes da inauguração, já tinha o nome: José Pinheiro Borda. Em 1968, o Gigante já se mostrava imperioso, mas ainda levou um ano só com acabamentos,para que ele fosse inaugurado como o mais bonito e luxuoso do Brasil. Sua iluminação era a melhor existente, com o dobro de potência do Maracanã. O placar eletrônico ero o que de mais moderno havia. Os vestiários e as cabines de imprensa davam inveja.Sua capacidade superior a 100 mil espectadores.(hoje, o número foi reduzido a 56 mil)

Beira-Rio foi concluído em 1969

A inauguração

Para a inauguração foi encaminhado um festival à altura: sete equipes, sendo quatro clubes (Inter, Benfica, Peñarol e Grêmio) e três seleções nacionais (Brasil, Peru e Hungria) participaram, durante duas semanas, dos sete jogos programados — há 35 anos. Como relíquia, todos os atletas e seus respectivos técnicos, autografaram sete placas de cimento, de cerca de um metro quadrado cada uma.As sete placas de cimento integram hoje a herma dedicada à memória do idealizador do Gigante, José Pinheiro Borda, que fica ao lado da bilheteria e à esquerda da capela.Essa relíquia guarda exatamente uma centena de autógrafos dos jogadores que integraram as festividades, entre eles, Piazza, Pelé, Jairzinho, Dirceu Lopes, Gérson, Tostão, Rivelino, Cubillas, Fazekas, Rakosi, os uruguaios Mazukievikz, Pedro Rocha, Forlan, os protugueses Eusébio, Simões, Torres, os gremistas Everaldo, Áureo, Volmir Maçaroca, Alcindo, Joãozinho e um certo zagueiro chileno, atarracado e raçudo (e desconhecido), chamado Elias Figueroa, muito vaiado pelos torcedores do Inter porque, ao defender o Peñarol, ele resolveu desferir uma cotovelada triunfal no atacante colorado Sérgio Galocha.Todos eles — protagonistas ou coadjuvantes — são os personagens da primeira de muitas e muitas histórias do Estádio Beira-Rio, aliás, José Pinheiro Borda, e que comemora 35 anos desde aquela ancestral cabeçada de Claudiomiro nas redes (também ancestrais) do Benfica...

Finalmente o Beira-Rio foi inaugurado no domingo de 6 de abril de 1969, dois dias e 60 anos depois da fundação do Inter. No jogo inaugural, contra o Benfica de Portugal, Claudiomiro faz o primeiro gol do Inter no estádio. E de repente um homem grande começou a chorar, e a abanar para a torcida, enquanto dava a volta olímpica no gramado: Era Rui Tedesco, o engenheiro que concluiu o Beira-Rio. Emocionados estavam também os dirigentes, mas nada era maior do que o orgulho dos torcedores. Naquela tarde nascia o Gigante da Beira-Rio.

As equipes que disputaram o jogo Internacional e Benfica

Inter: Gainete, Laurício, Scala, Sadi, Pontes, Bráulio, Sérgio, Claudiomiro, Valdomiro e Gilson Porto.
Benfica: José Henrique Nascimento, Jacinto, Humberto, Porto, Adolfo, Torres, Simões, Eusébio, Vitor Martins, Cavaco e Calisto.






















Beira-Rio - Documentário História e fundação

Postado por Henrique tiarles | | Posted On domingo, 6 de junho de 2010 at 16:38

O Hino

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 15:38

O autor do hino colorado Nélson Silva, é um carioca, nascido em 16 de junho de 1916. Em 1943, veio a Porto Alegre em turnê com o conjunto musical Águias da Meia-Noite Encantou-se com a cidade e decidiu permanecer por aqui.
Era flamenguista. Sua paixão pelo Inter começou quando foi assistir a um jogo de seu clube contra o Grêmio.Foi impedido de entrar por ser negro.Indignado,passou a torcer pelo rival,ferrenhamente, a ponto de não aceitar gremistas em sua casa.
A canção"celeiro de Ases" foi composta numa tarde de domingo,em 1954.Nélson esperava a namorada Ieda, na Rádio Farroupilha com quem havia agendado um compromisso. Enquanto esperava,ouvia o jogo do Inter que perdia para o Aimoré por 3x0.Sentou brabo na mesa de um bar em frente, e por razões de quem é artista, começou a escrever um hino de louvação ao Inter.Quando concluiu a última estrofe com o Clube do povo/ do Rio Grande do Sul, teve a sensação de que era isto que seria cantado pelo torcedor. Foi o que aconteceu, Celeiro de Ases é hoje o hino oficial do Internacional e do torcedor colorado. No final dos anos 50 o Inter sentiu necessidade de ter um hino, uma canção formal de celebração dos sentimentos colorados. Fez-se um concurso, houve muitos candidatos mas nenhum dos hinos satisfez a alma colorada como aquele que fora feito numa tarde de sofrimento de torcedor.As estrofes de Nélson silva foram as vencedoras.
Além de cantor,Nélson foi produtor e ator de rádio e televisão.Trabalhou na Radio Farroupilha e TV Piratini,No teatro, atuou nas peças"Cristo" e" Auto da Compadecida". Na TV ,contracenounas novelas"A Cabana de Pai Thomaz" e "A Mestiça".No cinema participou do filme "Furia Burlesca".
Na Rádio Farroupilha, aonde chegou a ser diretor de departamento,criou, com J.Antonio D'Ávila, o mais famoso programa de rádio dos anos 50:"A Rádio-Sequência" Nélson Silva dizia que ser colorado e o autor do hino eram seus maiores patrimônios.Faleceu em 15 de março de 1983.






Clipe exclusivo do hino do Sport Club Internacional

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 14:55

Década de 50

Postado por Henrique tiarles | | Posted On at 14:54




O final de década de 40 marcou o estopim do crescimento do Internacional. Ansiosos pela modernização do patrimônio do clube, os torcedores apoiaram a construção das arquibancadas de concreto do Estádio dos Eucaliptos, em 1947, obra que duraria até 1950. Tal como ocorrera na construção do próprio Eucaliptos, e depois na inauguração do Beira-Rio, era a torcida quem angariava recursos e buscava material para aumentar o patrimônio do clube.Com a renovação da estrutura das arquibancadas do estádio, os Eucaliptos acabou sediando dois jogos da Copa do Mundo de 1950: México x Iugoslávia e México x Suíça, motivo de imenso orgulho para os colorados. Até hoje, é o único estádio gaúcho a ter sediado um jogo de Mundial.Em 1949,a venda de Tesourinha para o vasco marcou o fim daquela geração de craques conhecida como Rolo Compressor.A renovação, depois de tantos anos, era inevitável.Foi o fim de uma década de glórias.Porém,outra sofra de ídolos surgiu, conquistando cinco Estaduais:o tetra, de 50 a 53, e o de 55.Nessa fase,despontaram jogadores de grande qualidade que também ficaram na memória dos colorados: o lateral -direito Paulinho, o lateral-esquerdo Oreco, o Zagueiro Florindo, o volante Salvador e os atacantes Luisinho, Bodinho,Larry e Chinesinho que formaram uma linha ofensiva inesquecível.Até hoje os mais antigos lembram das famosas tabelinhas entra Larry e Bodinho,.Ao contrário do Rolo compressor, esta geração posterior sempre teve o mesmo treinador:Teté .Ele é o recordista de tempo na casamata colorada(de 51a 57). "Se não sabe o que fazer com a bola, joga pra fora"

Teté: o comandante
do Inter na década
de 1950

Francisco Duarte Junior, sempre conhecido como Teté, foi sem dúvida um dos técnicos mais importantes do Internacional. Os melhores jogadores, sem exceção - como Paulinho, Florindo, Oréco, Chinesinho, Odorico, Salvador, Larry, Jerônimo, Luizinho, Bodinho, Canhotinho, alguns mais, outros menos - foram conduzidos pela sua mão habilidosa e sábia. Teté veio do Regimento de Pelotas, era capitão, acabou major, mas foi eleito, para a história, o Marechal das Vitórias Coloradas.

Uma dupla fantástica

Os atacantes Bodinho e Larry formaram uma das mais fantásticas duplas de goleadores do Inter na década de 50, consagrando uma jogada de combinação que ficou conhecida como 'tabelinha'. O pernambucano Bodinho jogou antes no Nacional, também de Porto Alegre, e entregou a posição de centroavante a Larry, quando este chegou do Fluminense do Rio de Janeiro e da seleção brasileira olímpica de 52. Os dois gostaram tanto do Rio Grande do Sul que nunca mais pensaram em sair daqui.

Larry, um dos maiores jogadores da história do Inter

Larry Pinto de Farias era conhecido como o Cerebral Larry. Extremamente técnico, Larry tinha facilidade de tabelar e chutar com os dois pés de fora da área. No Campeonato Gaúcho de 1955, o centroavante marcou 23 gols em apenas dezoito partidas. Só não foi o artilheiro porque Bodinho chegou aos 25. Larry tinha tanta moral com a torcida colorada que, mesmo perdendo os dois pênaltis contra o Renner que tiraram o Inter da disputa do título gaúcho de 1958, saiu de campo aplaudido. Anos depois, quando abandonou o futebol, foi eleito deputado estadual.

Números de Larry no Inter

1954 - 25 jogos e 29 gols
1955 - 40 jogos e 45 gols
1956 - 20 jogos e 19 gols
1957 - 36 jogos e 20 gols
1958 - 42 jogos e 28 gols
1959 - 20 jogos e 8 gols
1960 - 40 jogos e 16 gols
1961 - 33 jogos e 11 gols
1962 - 5 jogos

Como jogador Larry conquistou o Campeonato Gaúcho de 1954 e o de 1961 pelo Internacional e o Pan-Americano de 1956 pela Seleção Brasileira, além dos títulos pelo Fluminense.

A inauguração do Olímpico

O Inter deu um presente inesquecível ao adversário no dia 26 de setembro de 1954: uma goleada de 6 a 2 no Gre-Nal dos festejos de inauguração do Estádio Olímpico. O goleiro Sérgio foi o melhor jogador do tricolor, e evitou uma goleada ainda maior. Larry fez quatro gols. O Inter treinado por Teté jogou Milton, Florindo, Lindoberto, Oreco, Salvador, Odorico, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Canhotinho.






TABELA BRASILEIRÃO

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